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 +Era aquele no qual eu, a Christie, o Sílvio e outros preparávamos trouxinhas falsas de maconha e sacolés falsos de cocaína (eu os fazia em casa enchendo saquinhos pláticos com uma mistura de pó de giz, talco, etc. e selando a abertura) e então abordávamos calouros da quinta série (estávamos na sétima), oferecendo-lhes "a droga" em algum canto do colégio. A maioria entrava em pânico, mas houve até quem tivesse cheirado (Quinteiro, por exemplo).
  
-[[estorias_do_cap|Voltar ao Índice]] +Depois foi perdendo a graça e daí eu passei a ameaçar os mais medrosos dizendo que, se eles não queriam usar, era até bom, pois na venda não aceitávamos viciados. Daí eu os recrutava para venderem para outros novatos e os obrigava a ficarem nos cantos do pátio, com os sacolés no bolso, esperando algum desavisado passar por perto para os oferecerem. Dizia que se falhassem morreriam e daí os moleques passavam um recreio inteiro apavorados e se imaginando traficantes, enquanto eu, a Christie e outros circulávamos de longe só observando, para manter o clima de intimidação... Durou mais de uma semana, até que um dos nossos vendedores (o Ovo) acabou na coordenação quando tentou vender o "produto" para um molequinho que saiu correndo apavorado, chorando e gritando. Como ele não dedou a galera, virou nosso protegido depois do fato.
  
-Era aquele no qual eu, a Christie, o Sílvio e outros preparávamos trouxinhas falsas de maconha e sacolés falsos de cocaína (eu os fazia em casa enchendo saquinhos pláticos com uma mistura de pó de giz, talco, etc. e selando a abertura) e então abordávamos calouros da quinta série (estávamos na sétima), oferecendo-lhes a droga em algum canto do colégio. A maioria entrava em pânico, mas houve até que tivesse cheirado (Quinteiro, por exemplo). 
  
-Depois foi perdendo a graça e daí eu passei a ameaçar os mais medrosos dizendo que, se eles não queriam usar, era até bom, pois na venda não aceitávamos viciados. Daí eu os recrutava para venderem para outros novatos e os obrigava a ficarem nos cantos do pátio, com os sacolés no bolso esperando algum desavisado passar perto para oferecerem. Dizia que se falhassem morreriam e daí os moleques passavam um recreio inteiro apavorados e se imaginando traficantes, enquanto eu, a Christie e outros circulávamos de longe só observando, para manter o clima de intimidação... Durou mais de uma semana, até que um dos nossos vendedores (o Ovo) acabou na coordenação quando tentou vender o "produto" para um molequinho que saiu correndo apavorado, chorando e gritando. Como ele não dedou a galera, virou nosso protegido depois do fato. +| [[estorias_do_cap|Índice de Estórias]] | [[cap-1989|Página CAP-1989]] |
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