Meu primeiro contato mais profundo com fotografia foi aos 13 anos, quando tive aulas de fotografia na escola. Naquele ano minha turma teve aula de fotografia num semestre e no outro foram aulas numa oficina, onde aprendi a mexer com metal, madeira, ferramentas e coisas afins. Depois disso juntei as duas coisas, construí meu primeiro ampliador fotográfico e comecei a revelar preto e branco em casa. Depois de alguns anos, muitas fotos e algumas engenhocas, dei uma parada.
Mais tarde, na faculdade, resgatei a fotografia ao comprar uma Pentax k-1000, totalmente mecânica. Isso deve ter sido em algum ano da década de 90. Essa fase foi mais concentrada basicamente em tirar fotos.
Mais tarde, em 2002/2003, com minha primeira câmera digital, uma Olympus C-120 de 2 megapixels, comecei a brincar com panorâmicas. A primeiríssima foto 360×180º ficou um certo desastre, mesmo depois de umas 10 horas de trabalho para montá-la. Acredito que ela tenha sido feita em 2003. Pequenas montagens com 3, 4 ou 6 fotos ficavam ótimas, como essas feitas num apartamento, mas o panorama completo ainda era um desafio.
Em 2004 criei o primeiro “port” do hugin para o FreeBSD. Foi necessário ainda portar outras ferramentas, das quais ele dependia, como o enblend/enfuse. Ao todo foram 6 ports, se bem me lembro.
Sempre tive facilidade com computadores. Ganhei meu primeiro em 1982 e sou um analista de sistemas formado em Engenharia Eletrônica. Isso facilita o auto-estudo na área de manipulação fotográfica. Mesmo assim, com um misto de falta de tempo com a empresa de informática que tentei montar e um achismo de que eu não possuía um equipamento adequado, acabei não insistindo no panorama 360 completo.
Em algum momento entre 2005 e 2008 comprei uma pequena lente com maior abertura, adaptável à minha nova câmera, na ocasião uma Canon SD-700 IS de 5 mebapixels. Foi mais uma tentativa frustrada de um panorama esférico completo.
Em 2010 adquiri uma DSLR Canon 550D (Rebel T2i) e com ela uma grande angular Opteka de 6.5mm. Acabei me empolgando novamente com a fotografia de maneira geral, aprimorei meus conhecimentos em pós-edição, luz, flash e tudo mais. Apenas em 2011, porém, retomei de maneira intensiva e viciante os panoramas 360×180º. Tal é o vício e a incansável mania de fazer essas fotos que acabei criando este blog dedicado ao assunto. Normalmente tiro mais fotos do que consigo montar. As vezes uma nova foto mais interessante deixa as outras pra trás. Outras vezes surge algum contratempo que me exigiria muitas horas de pós-edição, e a montagem fica pendente.
Já construí três modelos diferentes de cabeças panorâmicas e nessa experiência concluí que o melhor é simplificar. Estou aos poucos montando um tutorial propondo a construção de um modelo simples e eficaz de cabeça panorâmica.
Em 2012 notei que não existia um espaço aberto para trocar ideias sobre panorâmicas em português, então criei o Panoforum com a ideia de propiciar um espaço livre para que mais pessoas possam aprender sobre o tema.
Uso com frequência algumas técnicas fotográficas nos panoramas, como HDR e combinação de exposições com o enfuse. Normalmente uso longas exposições quando possível e tento ser perfeccionista na pós-edição final. Isso torna as fotos as vezes melhores do que a realidade, realmente realçando a beleza das cenas. Quando o visual natural já é belo o resultado fica realmente impressionante.
Tenho várias ideias para implementar ainda e muitos locais que ainda desejo fotografar, como o Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Experimentar novas possibilidades é muito bom. Minhas próximas tentativas são de colocar algum movimento sutil no 360º, a exemplo de algumas fotos com movimento que estão se tornando bem difundidas na Internet. Uma coisa que achei bem interessante foi a cena onde estou no hotel e posso ser sutilmente removido trocando “Comigo no quarto” por “Quarto vazio”.
Outra ideia mais recente é fazer uma foto 360 a partir de um modelo 3D construído em software – uma realidade virtual. Tem gente que já faz isso por aí, mas eu ainda não fiz. Tenho ainda intenção de experimentar fotos gigapixel e vídeo nas panorâmicas.
Tenho procurado difundir esse tipo de fotos, inicialmente em eventos de software livre e artigos.
Cursos e palestras:
- IV GnuGraf – 11/09/2011 – Oficina “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre“
- VIII Latinoware – 21/10/2011 – Mini-curso “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre”
- Palestra no SINDPD-RJ – 06/02/2012 – “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre”
- Palestra no SERPRO – 14/02/2012 – “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre”
- V Gnugraf – 18/08/2012 – Palestra e Oficina “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre”
- Palestra no Colégio Graham Bell – 27/11/2012 – “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre”
- Palestra na UFRRJ – 28/11/2012 – “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre”
- Palestra no Colégio Graham Bell – 28/11/2012 – “Edição de fotos com o GIMP“
Artigos:
- “Fotografia Panorâmica Imersiva 360×180º com Software Livre” – Revista Libre Office, 2ª edição
- “Immersive 360×180° Panoramic Photography in BSD” – Edição de Jan/2013
Por enquanto é isso.
Abraços, Cartola.



Português
Oi, Au!
Poxa,até que enfim tive um tempinho para evr esse seu site com mais calma. Mesmo assim não consegui olhar tudo nos detalhes que queria, isso vai ter que ser feito em etapas, como as suas fotos
))
Aproveitando, estou satisfeita com aquela Nikon que adquiri, apesar de tb não ter conseguido explorar como gostaria. Como te falei, meu negócio é mais registrar detalhes, enquadramentos menos óbvios, etc… Confesso que a parte de trabalhar foto no computador não é a minha preferida… gosto da parte de olhar, sacar a luz, a distância, o que quero ver na foto etc…
Vou indicar seu site pro meu pai, que tb curte fotografia…
Bjs pra vc, os meninos e a Ju,
M>
Bem legal seu blog e suas 360 !!!
Bacana você compartilhar e dar dicas.
Valeu
Mauro
Valeu pelo apoio Mauro! Apareca ou se inscreva para receber novidades! Tento publicar pelo menos uma vez por semana.
Abs, Cartola.
Olá Cartola, você está de parabéns pelo trabalho, é realmente genial. Eu entrei em contato com essas fotos em 360° neste último mês e fiquei extremamente empolgado. Sou de Uberlândia MG e por aqui isso não existe. Quero muito ser pioneiro nessa área aqui na minha região. Estou pesquisando, já conheci sobre o tripé Nodal Ninja, e fiquei mais impressionado agora, sabendo que você fabricou o seu próprio. Conheci sobre alguns softwares como o Hugin, que inclusive baixei, por ser free, mas estou achando ele muito complexo. Consegui baixar também o Pano 2VR e estou tentando sem sucesso baixar o PTGui, Você poderia me ajudar, preciso de mais informações sobre como costurar as imagens e como transformá-las em 360°. Me ajude, por favor.
Oi, tudo bem?
Primeiro obrigado pelos comentários elogiosos. Você chegou a ver a página “referências” aqui no blog? Ali tem referências pra vários tutoriais e um material que já usei em alguns cursos que ministrei em eventos de software livre. Não acho que o PTGui seja muito mais amigável que o hugin não, a coisa é meio complexa mesmo e penso que por isso mesmo não é qualquer fotógrafo que faz isso. Em geral tem também muita gente de TI, como eu, que acaba fazendo, por se sentir mais à vontade com a parte de informática. Eu uso o krpano para publicar, mas neste caso realmente acho que o Pano2VR é bem mais amigável, embora eu não tenha usado ele efetivamente, apenas dei uma olhada. Acho que ele tem interface gráfica, não? Bem, o krpano não tem. É necessário ficar escrevendo arquivo xml para configurá-lo, embora eu ache que ele tem mais recursos.
Enfim, dá uma olhada aí no material e se tiver alguma dúvida específica me fale depois. O hugin você pode ir aprendendo aos poucos. sugiro que comece emendando poucas fotos, usando a primeira aba, que faz tudo automaticamente. Depois comece a entender cada coisa. O wiki.panotools.org é uma importante fonte de informação.
Um abraço, Cartola.
Parabéns pelo trabalho, muito interessante, mas parece ser complicado !
Oi Desiree, obrigado pelo apoio! Bem, eu acho que é meio complicado sim, mas também acho que isso torna a coisa interessante e dá um certo prazer a cada um que a gente termina de fazer.
Um abraço, Cartola!