Latinoware 2014 em panoramas 360°

Oi pessoal,

mais uma vez foi um prazer participar Latinoware, esse evento de puro compartilhamento de conhecimento. Mais de 4.000 pessoas reunidas em nome do saber, pra aprender e mostrar, pra contribuir e celebrar a liberdade de poder explorar o que está por trás das coisas. Software Livre é algo que muita gente ainda não sabe o que é, mas que está cada vez mais levando sua filosofia para outras áreas. Hoje já existem projetos livres em vários outros nichos, como projetos de máquinas e até cervejas.

Como sempre o evento ocorre no Parque Tecnológico de Itaipu (PTI) com o apoio da Usina, lá em Foz do Iguaçu. Isso facilita muito a presença de nossos amigos das duas fronteiras vizinhas, com o Paraguai e Argentina, enriquecendo o evento. O SBT fez uma breve reportagem sobre o evento, que pode ser vista na Internet.

Praqueles que passarem por aqui e por acaso não souberem o que é, o Software Livre é, tentando resumir muito, mais do que software. Ele trás uma filosofia de liberdade. Ele é não só gratuito, mas o seu código fonte, seu projeto, é aberto e qualquer um pode estudá-lo, modificá-lo e compartilhar o software e o conhecimento que está por trás dele. Há muito mais além disso do que pode parecer num primeiro momento. Escolher um software livre em detrimento de um software comercial é uma opção social, uma opção de amor ao próximo. Ele facilita o estudo, a disseminação de conhecimento, a retenção de recursos nos locais de origem e a economia local, na medida em que as pessoas não precisam comprar softwares produzidos em outros lugares, exportando divisas.

Bom, mas aqui é um site de fotografia panorâmica, então pra mais referências indico como um link inicial a página de Software Livre da Wikipedia. A Wikipédia, aliás, tem muita relação com o Software Livre. Ela usa software livre e ela prega o compartilhamento livre de conhecimento, sem pagamentos para seu uso. O software produzido para suportá-la é livre, qualquer um pode instalar um wiki igualzinho a ela.

No Latinoware acabei fazendo 3 fotos sem montá-las num tour virtual. A de maior sucesso é sem dúvida a foto feita no momento da foto oficial do evento, quando se reuniram centenas de participantes que estavam por ali na hora.

Latinoware 2014 - Foto Oficial 360°

Latinoware 2014 – Foto Oficial 360°

Outra foto de um momento solene foi feita no auditório principal do evento, o Espaço Brasil, durante a apresentação do Hino Nacional, oficializando a abertura do congresso.

Latinoware - Abertura durante o Hino Nacional

Latinoware – Abertura durante o Hino Nacional em 360°

E quem eu encontrei na entrada do galpão de expositores quando passava por ali inadvertidamente? Os mascotes oficiais do evento! E deu-se o milagre da multiplicação!

Mascotes multiplicados em foto 360°

Mascotes multiplicados em foto 360°

Ficha Técnica:

A foto durante o Hino foi feita com um novo Philopod, mais comprido, que fiz recentemente. Ele deixa a máquina na altura acima da minha cabeça. A foto dos mascotes foi feita com o philopod normal e a oficial com um mastro.

Abraços, Cartola.

Dentro de um Ford Fiesta em foto imersiva 360°

Oi pessoal,

essa é minha primeira foto produzida no interior de um automóvel. Já tinha pensado em fazer uma há muito tempo, mas acabava sempre postergando. O desafio é por conta do ambiente pequeno, meio sem espaço. A escolha do carro não foi por acaso, aproveitei que estou querendo vendê-lo e fiz a foto com a intenção de divulgá-lo de maneira mais interessante.

Se alguém souber de um comprador interessado então, é só me falar, postando um comentário, rs… o carro está no Rio de Janeiro.

Dentro do Fiesta em 360°

Dentro do Fiesta em 360°

Ficha Técnica:

A foto foi feita com um philopod bem curto, de modo que coubesse na pouca altura disponível dentro do carro. Tentei ser preciso em relação ao posicionamento do peso pendurado, mas com a técnica de inclinação alternada entre cada foto isso fica mais difícil, pois o ponto SEP se desloca em relação ao peso pendurado. O novo Hugin (2014.1) facilita bastante a inclusão de pontos de controle em pontos estratégicos, como já permitia o PTGui há muito tempo. Isso ajudou pra deixar apenas uns pequenos erros de junção facilmente removidos no GIMP. Preferi também aumentar o campo de visão da lente, botando ela em 10mm ao invés dos 12mm que tenho usado. Assim aumentei a sobreposição pra tentar diminuir ainda mais os erros de junção.

Abraços, Cartola.

Ponto SEP – Descanse em Paz “ponto nodal”

Oi pessoal!

Não sei se todos que lerem isso já terão ouvido falar num tal de “ponto nodal”. Bom, que não ouviu é melhor nem perder tempo. Esquece logo! Por que, segundo conceitos de ótica (física) é incorreto o uso que se faz do termo no mundo da fotografia panorâmica. O termo é comumente utilizado para indicar o ponto sobre o qual passa o eixo ideal de giro para se tirar várias fotos com o objetivo de uni-las depois, formando uma panorâmica. Esse ponto pode ser entendido como a “entrada da iris da lente da câmera”, a “pupila” da lente.

O que é esse ponto afinal?

Girando a câmera, seja na horizontal, vertical, qualquer direção, em torno de um eixo que passe por esse ponto, a perspectiva dos objetos da cena não se alterará.  Em outras palavras posição relativa dos objetos se manterá à medida em que a câmera gira. Por exemplo, se um poste mais próximo está em frente a um carro lá longe e isso está no canto esquerdo da minha primeira foto, ao girar a câmera pra esquerda, colocando esses dois elementos à direita da tela pra fazer a segunda foto, eles se manterão na mesma posição entre si, ou seja, o poste na frente da mesma parte do carro. Se eu fizer o giro saindo desse ponto haverá um “Erro de Perspectiva” na junção das fotos, simplesmente por que a perspectiva mudará se eu me deslocar, se a pupila da lente mudar de lugar.

O termo em inglês mais usado é NPP, que é a sigla de No Parallax Point, cuja tradução livre pode ser o Ponto sem Erro de Perspectiva. Uma boa sugestão pra chamá-lo em bom português me parece então ponto SEP e vou passar a mencioná-lo assim aqui no meu site.

Pra tentar entender melhor isso veja esse artigo que publiquei aqui. Outra fonte de informação também é esse manual.

Abs, Cartola.

Plaza Holanda e Planetário em Buenos Aires, em visita virtual 360°

Oi pessoal,

mais uma visita virtual na Argentina. São 7 fotos panorâmicas imersivas em Buenos Aires num parque que me lembrou muito o Aterro do Flamengo, aqui no Rio de Janeiro. É uma área enorme com muito verde e diversas opções de lazer. Na mesma região estão ainda o Zoo de Buenos Aires (alias, um dos dois zoológicos de lá), o Planetário, o Jardim Japonês e outras coisas.

Na Plaza Holanda fica um belíssimo roseiral, no qual chegamos por uma pequena ponte com um caramanchão todo branquinho. Um lago separa o roseiral de outra área do parque onde alugam-se bicicletas, patins e inúmeras pessoas praticam atividades físicas ou simplesmente se divertem.

Plaza Holanda e Planetário, Buenos Aires em foto 360

Plaza Holanda e Planetário, Buenos Aires

Ficha Técnica:

Algumas sombras foram fáceis de retirar, outras não, como é o caso da foto que ficou na miniatura acima, embaixo do caramanchão. O piso, já com sombras da armação de madeira, fora os detalhes do próprio chão, dificultaram a criação da sombra dos três que ficaram no meio da ponte. Na foto mesmo a sombra deles ficou cortada, incompleta e como daria um certo trabalho pra criá-la de novo, acabei optando por cortá-la, encurtando-a. Não ficou bom, mas espero que a beleza do restante esconda um pouco isso.

Abraços, Cartola.

O Milagre da Multiplicação 360° no Bosque los Arrayanes, Argentina

Oi pessoal,

vejam o que acontece quando a gente se encontra num bosque e não vê mais ninguém a nossa volta! A gente inventa o que fazer, e pra não ficar sem graça com a coisa muito vazia, a gente se multiplica!

Fora a brincadeira, essa foto foi feita no Bosque los Arrayanes, um lugar com árvores típicas, de coloração laranja, características da ilha em que se encontra o bosque. A tonalidade laranja indica a saúde das árvores, quanto mais laranjas mais saudáveis, quanto mais cinzas menos saudáveis. Na chegada aportamos num pier numa praia de areias pedregosas e passamos direto do pier para um caminho de madeira que percorre todo o bosque circundando a ilha.

A guia que nos acompanhava explicava os detalhes do local e de algumas árvores em particular, mas em alguns momentos acabamos ficando pra trás e nos vimos como que numa ilha deserta por alguns poucos minutos.

Bosque Los Arrayanes em panorâmica 360°

Bosque Los Arrayanes em panorâmica 360°

Ficha Técnica:

Abraços, Cartola.

 

Lagoa Rodrigo de Freitas vista do Clube Caiçaras, setembro/2014

Oi pessoal,

no último sábado estive no clube Caiçaras, um belo clube que fica numa pequena ilha na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. Aproveitei para fazer algumas fotos e, embora o dia não estivesse dos mais belos, chegando até a chover quando saí, acho que o local contribui muito ainda para o prazer dos olhos.

Na primeira foto a lateral do clube que dá para o Estádio de Remo da Lagoa, onde hoje há o Lagoon, um pequeno shopping center gastronômico, com cinemas e restaurantes. Na outra foto está a lagoa em toda sua exuberância. Um pequeno barco a vela ao longe, com o Cristo Redentor e algumas fragatas a reverenciá-lo. E interessante como a gente de desloca um pouquinho só das vias expressas e essa paisagem já consegue nos passar uma paz enorme.

Lagoa Rodrigo de Freitas 360°

Lagoa Rodrigo de Freitas 360°

Ficha Técnica:

Estou tentando ter mais atenção e precisão no momento em que fotografo e essas duas creio que são as primeiras panorâmicas nas quais não faço nenhuma pós edição após a costura. Ainda vejo pequenos erros de junção e talvez a cena, com boa parte sem linhas geométricas, tenha contribuído pra facilitar isso, mas vamos caminhando. Em função disso o GIMP e o Panotools Scripts sairam da lista de softwares utilizados.

Abraços, Cartola.

Rastros Pelo Caminho, Lago Nahuei Huapi, Argentina 2014

Oi Pessoal,

mais uma foto pra compor ao final uma bela visita virtual com 7 imagens, iniciando numa praia próxima ao pier publicado semana passada e finalizando na ilha do Bosque los Arrayanes. Usei uma técnica nessa foto que em geral é usada para simular uma foto aérea. Foram feitas 4 fotos, uma de cada lado do barco, ou seja, o barco acabou sumindo, mas ficou, inevitavelmente, seu rastro que cobria toda a linha até o horizonte.

Ficou legal, não? É como se o barco tivesse sido extirpado e removido da cena, deixando apenas suas “pegadas” nas águas escuras e profundas do lago. Se lembrarem da cor da água na imagem feita no pier, vão perceber que essas águas são muito transparentes e que essa escuridão provavelmente indica a grande profundidade do lago nesse trecho. Segundo a wikipedia, as partes mais profundas têm 438m.

Rastros em 360 graus no espelho d'água

Rastros em 360 graus no espelho d’água

Ficha Técnica:

Foi a primeira vez que usei o que acho ser a técnica chamada Fly Willy. Em geral é usada pra simular uma foto aérea e, pelo que entendi, é feita com uma foto em cada lateral de um prédio ou torre alta. Já fizeram isso, por exemplo, na Torre Eifel. Nas boas execuções da técnica os fotógrafos deixam um meio bem pequeno e isso dá a sensação de que é uma foto aérea. Nesse caso não teve como deixar um barco pequenininho no meio, então achei melhor tirar logo tudo o que ficou. Não teve como tirar o rastro da água, mas acho que isso deixou a foto até meio poética… rastros pelo caminho, sem vermos quem o deixou.

Abraços, Cartola.